Empresários estão receosos com Ferrovia de Integração do Centro Oeste


Ferrovia de IntegraçãoProjeto prevê trilhos que trilhos cheguem a Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, e sigam até Campinorte, em Goiás

Por Diego Frederici | Circuito Mato Grosso

O transporte de trilhos é apontado como um dos mais seguros e com menos custos para o setor produtivo. Em agosto de 2012, há dois anos, o Governo Federal tomou algumas ações para preencher a lacuna histórica do setor no Brasil, como o Programa de Investimentos em Logística, que apenas no setor ferroviário prevê investimentos de R$ 99,6 bi. Uma de suas vedetes, a Ferrovia de Integração do Centro Oeste (Fico), no entanto, parece não ter caído nas graças do setor produtivo, que vem hesitando em comprar o projeto.

Com o título de Estado que é símbolo do agronegócio no país, Mato Grosso tem uma demanda antiga por melhores opções de logística e de escoamento da safra de grãos, como soja e milho. Sonho dos produtores estaduais, que veem no transporte sobre trilhos a solução para o aumento dos seus lucros, a Fico vem encontrando barreiras para sua implantação, que prevê a ligação ferroviária entre as cidades de Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá) e Campinorte (GO).

Segundo Edeon Vaz Ferreira, coordenador executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, alguns investidores estão receosos com o modelo adotado pelo Governo Federal para operação e construção da ferrovia, chamado de open access, no qual uma empresa fica responsável pela construção, enquanto outra companhia, nesse caso a empresa pública Valec, deterá o controle de operação da mesma, loteando a capacidade de transporte de cargas para qualquer grupo que se interesse pela utilização do serviço ferroviário.

“No modelo open access, mesmo que a empresa que irá construir a ferrovia obtenha dividendos tanto da companhia que terá o controle da operação quanto daquelas que efetivamente realizarão o transporte, ainda assim, os investidores estão cautelosos”, pondera.

A Ferrovia de Integração Centro-Oeste tem previsão de 880 km de extensão e, nas palavras da presidenta Dilma Rousseff, “ligará Mato Grosso com a espinha dorsal do sistema ferroviário brasileiro, que é a Ferrovia Norte-Sul”. Porém, nem mesmo a possibilidade de escoamento da produção pelo Norte e Nordeste do país, quanto dos portos do Sul e Sudeste, além do direito de explorar o negócio por 35 anos, estão seduzindo o número de investidores ou consórcios de empresas, que temem não ter lucro com o negócio.

Entretanto, há luz no fim do túnel para a empreitada, de acordo com o representante do Movimento Pró-Logística. Segundo ele, os chineses têm mostrado interesse e até já assinaram uma “carta de intenções” para avançar na negociação (leia matéria abaixo). Além disso, o governo também estuda a participação de um “fundo garantidor”, controlado por bancos privados para tirar a Fico do papel. Mesmo assim, a ferrovia ainda deve demorar alguns anos para cruzar o cerrado mato-grossense.

“O edital para construção da Fico deve sair no segundo semestre de 2014, mas ainda não temos uma previsão exata”, diz ele.

Anúncios

Um comentário sobre “Empresários estão receosos com Ferrovia de Integração do Centro Oeste

  1. Adriano T Guimarães disse:

    A FERROVIA CENTRO OESTE COM OS CHINESES COM PRESSA DE COMIDA, O DINHEIRO É SOJA, ALGODÃO, MILHO, ETANOL, ESTÁ COM MEDO DE QUE…..O MEIO AMBIENTE QUE ATRASA O LAUDO DE VISTORIA….AI É AQUELE ABRAÇO….

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s