100 anos: Complexo Ferroviário de Campo Grande é tombado pela União


Complexo Ferroviário de Campo Grande é tombado pela UniãoEstações e imóveis em outros locais de MS estão abandonados.
TV Morena exibe série sobre centenário da imigração japonesa e ferrovia.

Do G1 MS com informações da TV Morena

O Complexo Ferroviário de Campo Grande é o segundo do Brasil tombado pela União como patrimônio histórico; o outro é de São João Del Rei (MG). O tombamento inclui 22 hectares e 135 imóveis. A Estação Central, a Vila dos Ferroviários, escritórios e oficinas estão entre os imóveis.

Reportagem do Bom Dia MS desta quinta-feira (14), que integra série especial sobre os 100 anos da chegada dos japoneses ao estado e também o centenário da chegada da ferrovia, mostrou a importância de manter esse conjunto arquitetônico preservado.

O que hoje tem de ser preservado já foi a principal aglomeração urbana da capital sul-mato-grossense. As casas eram construídas para abrigar os trabalhadores e as famílias deles enquanto eles prestavam serviço para a ferrovia. Os projetos tinham padrões diferentes, dependendo da graduação dos funcionários: maquinistas e mecânicos, por exemplo, moravam em casas menores. Chefes de setores e engenheiros tinham direito a moradias mais luxuosas. Todas eram de propriedade da Noroeste do Brasil (NOB). Hoje, apesar de particulares, integram patrimônio do país e ajudam a contar a história de uma época em que a ferrovia era sinônimo de desenvolvimento.

Os prédios que compõem o Complexo Ferroviário de Campo Grande começaram a ser tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) há cinco anos.

“Foi feito levantamento e inventário das estações e imóveis da antiga Estação Ferroviária. O objetivo desse levantamento foi dar o valor histórico e cultural aos bens móveis e imóveis. Desse levantamento, descobriu-se um testemunho valioso com relação ao complexo ferroviário, pela sua construção e instalação”, explicou a superintendente do Iphan no estado, Norma Daris Ribeiro.

Abandono
Do outro lado, no caminho que a ferrovia construiu, estão as estações que já foram importantes para a economia de Mato Grosso do Sul, mas que hoje estão abandonadas. Outros imóveis que faziam parte do patrimônio federal fugiram do controle da concessionária que administra os trilhos no estado atualmente.

Hoje, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a concessionária e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não sabem, ao certo, o que restou dos bons tempos da Noroeste do Brasil. Um levantamento sobre o patrimônio da ferrovia ainda está sendo feito – casas, estações e até móveis privatizados há 18 anos.

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p style=”text-align:justify;”>Parte da malha ferroviária continua em operação, só para o transporte de cargas. As locomotivas estão sendo, aos poucos, reformadas e substituídas para que os trens que transportam minério, grãos e celulose fiquem mais eficientes.

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