Os gargalos da ausência de planejamento


Gargalos logístico
Em todos os discursos políticos, o provimento da infraestrutura de mobilidade, energia e escoamento de bens tem destaque. É bastante fácil enumerar os enormes gargalos que existem País afora, travando os projetos econômicos e demonstrando a absoluta falta de competência para elaborar um planejamento que garanta as obras e investimentos necessários. Há tempos que se fala em estradas degradadas, obras inacabadas, projetos engavetados, em flagrante caso de malversação administrativa e desperdício de dinheiro público.

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Estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) aponta que seriam necessários investimentos de quase R$ 1 trilhão para destravar o que chamam de gargalos de logística de transportes no Brasil. Foram listados 2.045 projetos prioritários em todos os modais, incluindo movimento de cargas e passageiros. Dentre as obras elencadas estão a construção e duplicação de rodovias, a expansão de hidrovias, a dragagem em portos, implantação de ferrovias, ampliação de aeroportos e terminais de cargas. Também foram consideradas as obras urbanas de corredores de ônibus, trens de passageiros e metrôs (Correio Popular, 24/8, A18).

Esta é a realidade do Brasil, um país que se ufana de um enorme potencial de desenvolvimento mas que escorrega na logística elementar. Foram desperdiçados anos favoráveis de estabilidade econômica e, diferentemente de outros países emergentes, não se cuidou do essencial que pudesse garantir uma base estrutural indispensável para qualquer projeto de crescimento. Mesmo os marqueteados projetos do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) não atingiram suas metas, estimando-se que muitas das obras não foram concluídas de acordo com cronograma do próprio governo.

É importante que a cada passo político que se dê estejam presentes os conceitos de capacidade gerencial, competência administrativa, tino empreendedor e visão de planejamento para traçar as metas fundamentais e priorizar os investimentos. No limite de uma crise energética e com uma logística de rodovias lamentável, em que o transporte ferroviário é subestimado e sucateado até a inviabilidade, o Brasil caminha no ritmo do atraso e das tarefas por cumprir. Sem dúvida, esse é um tema sério que deve ser considerado nas propostas daqueles que prometem um País mais moderno, com mais empregos e recursos para custear educação de qualidade, segurança e saúde, o que não se obtém com as receitas e a capacidade operacional de terceiro mundo.

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