Campinas vai contratar fundação da USP para elaborar novo plano viário


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Secretário de Transporte diz que estudo vai priorizar transporte coletivo.
VLT, BRT e até metrô serão avaliados como alternativas para daqui 25 anos.

Por Lana Torres | Do G1 Campinas e Região

A Empresa de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que opera o trânsito na cidade paulista, vai assinar um convênio com a Universidade de São Paulo (USP) ainda neste mês para a elaboração de um novo plano viário para o município. De acordo com o Secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, o contrato com a Fundação de Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), vinculada à Escola Politécnica, pretende estabelecer um modelo de mobilidade para a Campinas daqui 25 anos.

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O trabalho dos professores e pesquisadores da Poli deverá ser concentrado, segundo Barreiro, em um sistema que incentive o transporte público coletivo. “Eu não tenho a menor pretensão de fazer grandes avenidas, grandes viadutos. Nós vamos é criar alternativas: VLT [Veículo Leve sobre Trilhos], mais BRT [ônibus rápido], trem de superfície e, quem sabe, nesse horizonte, até pensar em metrô”, disse o titular da pasta e presidente da Emdec.

Segundo Barreiro, a secretaria está em fase de negociação com a FDTE para definir o modelo do convênio, o valor que será dispensado pelo município pelo serviço e também o prazo que a fundação terá pra concluir o projeto. O secretário estima que o estudo deva começar dentro de 15 dias e se estenda por aproximadamente dez meses.

“Campinas não faz um planejamento viário há pelo menos uns 30 anos. A última grande obra viária que foi feita no município foi a Aquidaban, na década de 70. O resto foram remendos”, afirma o presidente da Emdec.

Transporte coletivo x avenidas
Embora admita os gargalos no trânsito nas grandes avenidas, o secretário explica que a principal medida para conter o congestionamento em vias como as avendias John Boyd Dunlop, Amoreiras, Norte-Sul e Barão de Itapura será a aposta nos veículos de locomoção coletivos.

“Você pode ter a mesma via que você tem hoje, mas se você tem alternativas boas de transporte público, você não precisa ter via boa para carro. Hoje você precisa porque não tem transporte público de qualidade, adequado”, disse.

Ele adianta que o sistema do Corredor Central, que inclui as avenidas Moraes Salles, Anchieta, Orosimbo Maia, Senador Saraiva e Rua Irmã Serafina, é um dos pontos que deve ser modificado com o novo plano viário.

“Campinas tem esse problema, ela tem alguns corredores que de certa forma estrangularam um pouco a cidade. Para resolver isso, só com um plano viário. O rótula é um remendo, e já está com a data de validade vencida. Quando chegar o VLT no Centro, nós vamos rever o rótula”.

Plano diretor
O trabalho dos profissionais da USP será feito, segundo o secretário de Transportes, em conjunto com a consultoria contratada pela Secretaria de Planejamento para revisar a Lei de Uso e Ocupação do solo, que norteará o novo plano diretor de Campinas. Para que o trabalho seja integrado, Barreiro explicou que quer que os profissionais envolvidos estejam na cidade com frequência, apesar de trabalharem fixos em São Paulo.

“A Fupan (Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente, também vinculada à USP) está revisando a Lei 6031, e vai dar diretriz para a revisão do plano diretor. Então, é óbvio que nos vamos fazer isso em conjunto, levar esses dados em consideração”, falou.

Convênio Unicamp
O convênio com a USP não será a primeira parceria feita com universidades públicas desde que Barreiro assumiu a cadeira de presidente da Emdec. No mês passado, foi firmado um contrato com a Unicamp para a revisão das planilhas de custo do transporte público local. De acordo com o secretário, o convênio foi fechado em R$ 300 mil e duração de seis meses. A intenção é rever a forma como são calculados os gastos dos operadores de ônibus, que determinam, por exemplo, o preço da passagem.

Desde que o convênio foi assinado, de acordo com a Emdec, uma equipe da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp) tem visitado a empresa pelo menos duas vezes por semana para coletar dados e compartilhar informações que serão usadas no estudo.

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