Área ferroviária em Campinas será renegociada depois da eleição


A retomada das negociações e a definição para a transferência do complexo ferroviário da região central para a Prefeitura de Campinas ficarão para depois das eleições. Há pelo menos quatro anos, as discussões entre o governo municipal e a União estão paradas. Atualmente, a estação e alguns barracões já são ocupados pela Administração, que tem apenas um termo para o uso desses imóveis. Sem a garantia da posse, o projeto de tornar o local uma área de lazer semelhante à Lagoa do Taquaral—e impulsionar a revitalização da região — permanece na gaveta.

Estação de Campinas #noticiaferroviaria

A decisão de transferência do complexo ferroviário central para a Prefeitura de Campinas vai ficar para o próximo presidente da República. As negociações para a posse da área estão paralisadas há pelo menos quatro anos e, apesar de uma tentativa de retomada no ano passado, seguem paradas, emperrando o projeto de transformar o local no segundo Parque Portugal (Lagoa do Taquaral) de Campinas e induzir a revitalização do Centro. O prefeito Jonas Donizette (PSB) disse que vai esperar o resultado da eleição presidencial para retomar a força-tarefa de convencer o governo da necessidade daqueles bens serem transferidos para a cidade.

A ocupação da estação e de alguns barracões está sendo possível por um termo de posse, com tempo indeterminado, daqueles imóveis. Jonas afirmou que a Administração precisa ter a posse em bases mais sólidas para poder fazer investimentos que serão, obrigatoriamente, direcionados para a cultura, lazer, esporte e espaços de convivência — por uma decisão do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), de junho passado, o Complexo Ferroviário Central Fepasa passou a se chamar Parque Cultural Campinas.

Mais que uma mudança de nome, a alteração veta qualquer possibilidade de aquela área ser utilizada no futuro para empreendimentos habitacionais e comerciais. Na prática, significa enterrar de vez a mega-intervenção urbanística projetada pelo arquiteto Jaime Lerner no governo do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT), único projeto existente na Prefeitura para aquela área e que só não saiu do papel por falta de investidores.

No ano passado, depois de se encontrar com Jonas, o ministro dos Transportes, César Borges, determinou a avaliação da viabilidade de transferência dos bens para Campinas e deveria dar uma resposta em 15 dias. Mas logo em seguida o ministro deixou a pasta e a negociação emperrou. Atualmente a Prefeitura tem autorização para utilizar a estação central, a antiga marcenaria, a antiga oficina, o escritório Telex, o anexo da estação, os escritórios e o armazém das imediações.

As secretarias de Cultura e de Desenvolvimento Econômico Social vêm trabalhando em um anteprojeto para ter uma avaliação de custos de implantação e de definição de como o recurso necessário poderá ser captado. A ideia central, segundo adiantou ao Correio o secretário de Cultura, Ney Carrasco, é que o complexo se transforme em um local apto para a uma família passar o dia participando de aulas de ginástica, dança, assistindo filmes, visitando museu (a Prefeitura planeja um museu ferroviário a céu aberto), áreas de exposição, de concertos, de shows e com locais para almoçar ou jantar. A ideia é ter atividades diferenciadas, para que a área ferroviária se transforme em um espaço onde a população possa frequentar para lazer e cultura e, assim, ser o motor da revitalização do Centro.

Algumas intervenções foram feitas nos prédios, caso do Barracão de Lemos, antiga oficina de locomotivas, que foi recuperado com R$ 1 milhão doado pela família Garnero, do Grupo Brasil invest. O dinheiro foi utilizado na troca do telhado, das ripas que estão atacadas por cupins, além de revisão na parte hidráulica e elétrica.

Desde que o último trem de passageiros passou pela estação ferroviária de Campinas, em 14 de março de 2001, o destino do complexo ferroviário tem sido incerto. A Prefeitura tem autorização para ocupar o espaço, mas não é dona da área. O prefeito quer discutir a situação e tentar resolve-la. “Se não será doada para a Prefeitura, então que nos seja dado um comodato por longo tempo, para que possamos fazer os investimentos”, afirmou.

Correio Popular de Campinas

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