ANTT exige melhorias na linha ferroviária


ANTT Linha férrea #noticiaferroviariaO coordenador de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Nelson Marino, cobrou da Prefeitura de Rio Preto e da Concessionária América Latina Logística (ALL) uma série de obras e melhorias ao longo da malha ferroviária no trecho urbano de Rio Preto. Representantes da ANTT e da ALL, além do secretário de Obras, Luís Carlos Calças, participaram de inspeção, que durou mais de quatro horas.

Marino cobrou a execução de obras para solucionar problemas de drenagem de água pluviais, especialmente no trecho em que ocorreu o descarrilamento que matou oito pessoas no Jardim Conceição, no ano passado. Em visita ao local do acidente, o técnico da ANTT cobrou a realização de “serviços urgentes” na rua Presidente Roosevelt. Há empossamento de água no local.

Uma das preocupações é com o início do período de chuvas, que pode se acumular ao longo da ferrovia e causar movimentação de terra – uma das causas apontadas do acidente de novembro. Marino, no entanto, descartou a previsão feita pelo perito do Instituto de Criminalística (IC) William Cruz, durante depoimento na Câmara, de risco de um novo desastre ferroviário na cidade. “Se tivesse isso, eu já tinha interditado a linha”, afirmou.

Além de obras de drenagem, Marino recomendou ainda o reforço da sinalização em passagens de nível e melhorias de acessibilidade em passagens de pedestres, assim como a construção de sarjetas, guias e calçadas. Segundo o representantes da agência, existem pontos de divergências entre o Executivo e a ALL para a execução das obras.

O grupo percorreu 19 pontos ao longo da linha férrea começando pela estação de Engenheiro Schmitt. O Diário acompanhou a inspeção realizada pelo técnicos da ANTT, da ALL e da Prefeitura. Ao longo do trecho percorrido por Marino, ele foi obrigado a atravessar uma pinguela usada por moradores e estudantes de uma escola instalada ao lado da Represa Municipal.

Marino afirmou que é preciso fazer as obras “emergenciais” antes de partir para as intervenções definitivas. Ele pediu também a implantação de iluminação nos cruzamentos de pedestres. Na altura do Palestra Esporte Clube, o grupo de técnicos flagrou o suposto tráfico e consumo de drogas por moradores de ruas no local. “Isso é um problema de segurança pública”, disse o técnico da ANTT, que garantiu não haver relação entre a inspeção de ontem e o acidente de 2013.

Marino critica atuação de perito

ANTT Linha férrea2 #noticiaferroviariaO coordenador de fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Nelson Marino, questionou ontem o resultado da perícia que apontou a suposta causa do descarrilamento do trem. “Para que eu considere uma perícia, eu devo reconhecer a capacidade de perícia do perito. A capacidade ferroviária é de assuntos ferroviários.

Não sei qual é a formação desse perito. Ferrovia é um assunto mais específico”, afirmou Marino, que, porém, não informou o que teria acontecido. O perito William Cruz disse no seu levantamento que a falta de drenagem de água pluvial, e consequente infiltração com movimentação do solo, foi o que provocou o acidente.

Cruz concluiu que a movimentação da superfície, fenômeno conhecido como subsidência, em um trecho de 14 metros no quilômetro 201,3, provocou o rebaixamento dos trilhos em 2,5 centímetros, o suficiente para desencaixar o friso das rodas dando causa ao descarrilamento dos oito vagões. A Polícia Federal e a Polícia Civil investigam as causas do acidente.

Prefeitura não tem recursos

O secretário de Obras, Luís Carlos Calças, admitiu que não possui dinheiro para executar todas as melhorias exigidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Calças afirmou que não existem recursos no orçamento para as obras de drenagem de águas pluviais. “Não existe previsão orçamentária. Vamos ver se fazemos com o orçamento que temos.

Mas algumas intervenções não é possível fazer”, afirmou o secretário de Obras, que acompanhou toda a inspeção feita pela ANNT. “Toda obra de drenagem é de maior vulto. Sem previsão no orçamento, não tem como fazer. Tem de ser aberta licitação”, disse. Além de obras de drenagem, o diretor de fiscalização da ANTT, Nelson Marino, exigiu a construção de guias, calçadas, limpeza de boca de lobo e obras de acessibilidade em diversos trechos da malha, como no Jardim Estrela, Boa Vista e Jardim Conceição.

“Em alguns pontos existe uma invasão de águas pluviais para o leito da linha férrea. Ele quer evitar esse excesso de água pluvial ao longo da linha férrea nos bairros”, afirmou o secretário. Calças disse que o município deve acatar a orientação de colocar caçambas para que seja mais fácil fazer a limpeza ao longo dos trilhos.

Apesar da falta de dinheiro, o secretário afirmou que o município está disposto a ajudar. “A Prefeitura vai colaborar onde for necessário e executar drenagem para melhoria da linha férrea. Melhoria das condições atuais, que existem há mais de 50 anos. Não é nada relacionado com o acidente”, afirmou.

Velocidade reduzida

De acordo com Calças, as composições devem passar por Rio Preto a 25km/h. Em novembro do ano passado, quando foi registrado o acidente, o trem estava a 44 km/h.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s