Animais silvestres têm travessias subterrâneas ao longo da ferrovia


travessias-subterrâneas-ao-longo-da-ferrovia-27-10-14-2-567x340A instalação de passagens fauna para animais silvestres ao longo da ferrovia em Mato Grosso já está em fase de conclusão. O projeto da América Latina Logística (ALL), concessionária responsável pela administração da linha férrea na região, visa reduzir o atropelamento dos bichos nos trilhos e possibilitar a mobilidade segura das espécies pelo corredor ecológico, minimizando o impacto ambiental sobre a fauna.

Ao todo, são 27 pontos de travessia – com medidas de 2,0 metros de altura e 2,5 de largura – espalhados no trecho da ferrovia entre os municípios de Itiquira e Rondonópolis. A escolha dos locais foi feita através de um estudo que apontou as áreas com maior concentração de animais. “Geralmente são escolhidas zonas mais verdes e úmidas que formam um corredor ecológico. Algumas travessias também são instaladas em pontos de alagamento, servindo ainda como galeria em época chuvosa”, explicou o gerente de Terminais da ALL em Mato Grosso, Ivandro Paim.

Instalação de passagens fauna para animais silvestres ao longo da ferrovia entre Itiquira e Rondonópolis

Passagens fauna para animais silvestres ao longo da ferrovia entre Itiquira e Rondonópolis

Em todas as passagens também estão sendo instaladas cercas guia em ambas as margens de cada estrutura, com objetivo de induzir o uso dos túneis pelos animais. Com dois metros de altura e 150 metros de extensão em cada lado, a cerca é fixada 30 cm adentro da terra, para evitar que bichos escavadores passem pelo bloqueio.

Em travessias já concluídas, técnicos da Cia Ambiental, terceirizada responsável pelo trabalho de instalação e monitoramento das estruturas, já detectaram animais transitando pelos acessos. A equipe realiza um estudo sobre a eficiência das passagens, identificando os principais animais que fazem uso do dispositivo e levantando dados estatísticos sobre a diminuição de atropelamentos.

Além das passagens fauna com cerca para direcionamento dos animais, a ALL também realiza a recomposição da vegetação com espécies nativas ao longo de todo o trecho. Mais de 400 mil mudas já foram plantadas às margens da linha férrea, desde o início do projeto, no ano passado. O objetivo, além de recuperar ambientalmente o trecho e as APP’s, é realizar um cortinamento vegetal e a arborização dos terminais ferroviários.

A Tribuna – Rondonópolis

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