Usuários reclamam de sujeira nos vagões do metrô de Teresina


Além disso, o elevador e a escada rolante da Estação Central, situada no Shopping da Cidade, estão interditados por falta de manutenção.

Responsáveis pela operação do transporte afirmam que o quadro de funcionários é bastante reduzido

Responsáveis pela operação do transporte afirmam que o quadro de funcionários é bastante reduzido

Os usuários da Estação Central Engenheiro Alberto Tavares Silva, localizada no Shopping da Cidade, relatam que os vagões do metrô de Teresina carecem de limpeza regular.

“Quem senta nos bancos do transporte fica com as roupas sujas porque a população não preza pela conservação do local, que também não é limpo como deveria. Não vemos profissionais fazendo a limpeza na plataforma e nem nos vagões”, conta dona de casa Expedita Maria.

Ela, que costuma frequentar a estação duas vezes por semana, explica ainda que o local necessita de banheiros para uso da população. “O metrô é acessível, barato e rápido, mas não é bem cuidado. Não conseguem manter nem o que já existe, imagina quando acontecer essa expansão”, disse.

A escada rolante e o elevador, que deveriam facilitar o acesso de pessoas idosas e cadeirantes até a plataforma de embarque da Estação Central, param de funcionar com frequência, segundo os funcionários.

A agente de saúde Ana Célia Cunha afirma que o metrô ainda precisa passar por muitas mudanças para ficar adequado. “Durante a tarde, o calor causa desconforto para quem está esperando pelo transporte na plataforma e não há pessoas fazendo a segurança do local durante esse turno”, disse. A agente de saúde, que utiliza a estação desde sua inauguração em 2010, afirma que espera pela extensão para a zona Sul.

O diretor-presidente do metrô de Teresina, Marcos de Castro Tavares Silva, explica que, devido ao processo de transição de governo em que o Estado passa atualmente, a manutenção da escada rolante e do elevador interditados só serão feitas no ano que vem. “O contrato com a empresa que fez a instalação não está mais em vigência. Em janeiro, o contrato será fechado novamente para, em seguida, a empresa realizar a manutenção dos equipamentos”, explica.

Com relação à falta de limpeza nos vagões, o diretor informa que o quadro de funcionários no metrô é bastante reduzido e que não existe uma equipe fazendo serviços de limpeza regularmente dentro e fora dos vagões. “A limpeza só é feita quando a população reclama através da imprensa. Nós não somos avisados pelos motoristas quando os vagões ficam sujos”, revela.

Foto: Marcela Pachêco/O Dia | Portal O Dia

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