Decisão de retorno do monotrilho é adiada em Poços de Caldas, MG


Concessionária e prefeitura não entraram em um acordo referente ao TAC. Nova audiência foi marcada para o dia 11 de fevereiro do ano que vem.

Monotrilho Poços de Caldas

Do G1 Sul de Minas

A decisão sobre o retorno do monotrilho em Poços de Caldas (MG) foi adiada mais uma vez depois de uma reunião na tarde desta quarta-feira (17). Após quase duas horas de audiência com o promotor Emmanuel Levenhagen Pelegrine, os representantes da prefeitura e da empresa J. F. Ferreira Ltda., concessionária responsável pelo meio de transporte, não entraram em um acordo e pediram um prazo para fazer a revisão de algumas cláusulas do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

As considerações deverão ser entregues até o dia 28 de janeiro e uma nova audiência foi marcada para o dia 11 de fevereiro de 2015.

Há quase um mês, no dia 18 de novembro, foi realizada uma audiência pública a pedido do Ministério Publico para discutir a situação do monotrilho e o objetivo foi fazer o TAC com obrigações tanto para a empresa quanto para a prefeitura. Durante o encontro foram ouvidos representantes da concessionária, do poder público, do Ministério Público, engenheiros e também moradores da cidade.

Problema antigo
Aprovada em 1981, a construção do monotrilho previa 30 quilômetros, mas apenas 8 foram entregues em 2000. Entre 2001 e 2003, o meio de transporte – e também atração turística – funcionou poucas vezes e foi marcado por uma pane técnica durante a viagem de inauguração. Na ocasião, dezenas de pessoas precisaram ser retiradas pelo Corpo de Bombeiros. Após a queda de duas pilastras, o monotrilho parou de vez e há mais de 10 anos está inoperante.

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Um impasse entre a construtora e a prefeitura impede que a edificação volte a funcionar. A concessionária culpa a administração pública pela queda dos pilares de sustentação e pede que seja feita uma análise da estrutura que ainda existe. Em 2012, a prefeitura compôs uma comissão de engenheiros para elaborar um parecer técnico sobre as condições estruturais do monotrilho. Depois das análises, a comissão salientou a necessidade de contratação de uma empresa especializada para avaliar a estabilidade, segurança e integridade da edificação, alegando que toda estrutura está há muitos anos sujeita ao desgaste natural e sem manutenção adequada.

A empresa J. F. Ferreira Ltda tem a concessão do monotrilho até 2041. Após este prazo – que é de 50 anos a partir da data que entrou em vigor – um novo acordo deverá ser feito com a prefeitura.

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