Irritados, passageiros da CPTM cobram entrega de novas estações


Estações de Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano estão atrasadas; em Mogi, obra sequer começou ou tem prazo

CPTM-FERRAZ

Cibelli Marthos | Mogi News

Os usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) já não aceitam mais os prazos informados pelo governo do Estado para o término das obras das novas estações na região.

Eles são as maiores vítimas dos transtornos, pois são obrigados a utilizar estruturas provisórias para embarque e desembarque. Os passageiros da CPTM parecem descrentes de que a situação se resolverá completamente no primeiro semestre de 2015, previsão dada pela empresa para a conclusão dos trabalhos em Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano.

“Eu utilizo a estação todos os dias para ir trabalhar e esta obra nos prejudica bastante, porque a estação provisória tem escadarias enormes e perigosas. Fica difícil acreditar que ela será entregue logo porque já esperamos muito tempo”, destacou o enfermeiro Marcelo Lima, que cobra também mais iluminação na estrutura criada para substituir a estação que está sendo construída em Suzano.

Grávida de sete meses, a monitora Vanessa de Jesus Pereira afirma que as instalações atuais não atendem de forma digna o usuário.

“Eu não posso subir todas essas escadas, mas a passagem só é vendida lá em cima. Falta um elevador. Se a situação fosse mesmo provisória, até poderíamos aceitar, mas já se passaram mais de dois anos”, explicou.

A dona de casa Arlete Maximo Pereira também reclamou das escadas. “Autorizam-me atravessar a linha, mas só se pode comprar o bilhete na parte superior, então não adianta nada”, avaliou.

Ferraz
Comerciante em Ferraz, Dirceu David afirmou que as obras da nova estação da cidade já prejudicam até o comércio. “Está demorando muito para terminar. Aqui em Ferraz, a Praça da Independência está fechada por causa dos trabalhos e isso prejudicou até o comércio. A circulação de pessoas mudou e nós estamos sofrendo as consequências também”, destacou.

O funcionário de um hospital localizado ao lado da estação, Fernando Gonçalves, afirmou não acreditar mais nos prazos informados pela CPTM. “A cada três meses, eles (CPTM) divulgam uma data nova, fica difícil confiar”.

Ele afirmou saber que se trata de uma obra grande e importante para a cidade, mas afirmou que o atraso é incompreensível. “Para nós isso já é uma novela, não tem como não perder as esperanças”, finalizou.

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