Burocracia trava avanço de megaprojetos para o trânsito de Campinas


VLT-CampinasDois megaprojetos de mobilidade importantes para Campinas caminham em passos lentos e fora dos prazos previstos pelo próprio governo municipal, seja por falta de recursos e entraves burocráticos. São eles, o BRT (Bus Rapid Transit), que prevê a construção de corredores rápidos de ônibus para ligar o Centro às regiões do Campo Grande e Ouro Verde, e a retomada do uso do Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) para interligar o Centro ao Aeroporto Internacional de Viracopos.

Entrega de projeto do corredor de ônibus está previsto para março

Anunciadas pelo atual governo como saídas importantes para melhorar o transporte público de Campinas, as duas obras ainda não saíram do papel no penúltimo ano de mandato do prefeito Jonas Donizette (PSB).

O BRT, cujo projeto se arrasta desde 2009, agora esbarra em exigências feitas pela Caixa Econômica Federal. Segundo informações da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), foi preciso realizar “pequenas adequações ao projeto básico” para atender considerações feitas pela Caixa sobre a forma de apresentação deste documento. Segundo o governo, o processo está em fase de finalização do “termo de referência”. Só depois disso será possível abrir a licitação para contratar a empresa que fará as obras.

O prazo dado pela Emdec, desta vez, é de que isso ocorra até o final do março. No final do ano passado, porém, o governo havia estimado que o edital fosse publicado ainda em fevereiro e as obras iniciadas neste ano.

Já sobre o VLT, a Prefeitura precisa, neste momento, elaborar um projeto técnico que irá avaliar se é viável utilizar o ramal férreo desativado para um novo sistema de transporte. Segundo a Emdec, para que isso ocorra, é preciso aguardar a liberação da verba de R$ 1,2 milhão, que será financiada pela Caixa Econômica Federal, por meio do Ministério das Cidades.

O anúncio deste projeto do VLT foi feito pelo secretário de Transportes Carlos José Barreiro em julho do ano passado, mas o convênio com a Caixa só foi assinado em setembro, após consecutivos adiamentos. A previsão inicial do governo era que esse estudo ficasse pronto no começo deste ano, o que não aconteceu. A Emdec não informou porque o ministério não liberou o recurso.

Embora sejam dois projetos separados, o BRT e o VLT poderão ser interligados, caso isso seja avaliado como viável por esse estudo que será feito. Primeiramente, será verificada a possibilidade de implantação de um ramal férreo ligando o eixo Centro-Viracopos, considerado como prioridade. Depois, também será estudado o eixo Centro-Barão Geraldo, Centro-Sousas e um circuito rotatório passando pelo Centro expandido e interligando com os futuros eixos dos corredores de ônibus rápidos — o BRT.

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