PROTESTO DOS CAMINHONEIROS: 1/3 dos Terminais de carregamentos é prejudicado


Terminal-da-all-america-latina-logistaOs protestos dos caminhoneiros que se espalham pelas rodovias em todo o Brasil já causam prejuízos no maior terminal ferroviário do Brasil, localizado às margens da BR-163, em Rondonópolis. Aproximadamente dois trens, com até 80 vagões cada, estão deixando de ser carregados diariamente no terminal de Rondonópolis. Os manifestantes pedem redução nos preços do óleo diesel e aumento nos valores dos fretes.

A América Latina Logística (ALL), que administra o terminal ferroviário de Rondonópolis, repassou que os protestos dos caminhoneiros impedem a circulação de caminhões nas principais rodovias do País, afetando, assim, os principais corredores operados pela concessionária. No caso de Rondonópolis, a ALL informa que, em condições normais, partem de Rondonópolis 6 trens diariamente.

A BR-163 no km 122, em Rondonópolis, próximo ao viaduto, é um dos pontos bloqueados pelos manifestantes. O protesto persistiu nesta terça-feira (24/02) em Rondonópolis e vários outros municípios do Estado. Nos bloqueios é permitida a passagem de veículos de passeio, ônibus, vans e caminhões com cargas vivas. Os protestos já atingem cerca de 10 estados da Federação.

Os bloqueios geram o risco de desabastecimento em muitas localidades, especialmente de combustíveis. Em Rondonópolis, o empresário André Augusto Vaquero Cobianchi, da rede de postos Forum, informou à reportagem que ainda tem estoque para mais alguns dias. No entanto, externou que, caso o movimento não cesse, a tendência é que falte combustíveis na rede que dirige.

No caso de Rondonópolis, a ALL informa que, em condições normais, partem de Rondonópolis 6 trens diariamente

No caso de Rondonópolis, a ALL informa que, em condições normais, partem de Rondonópolis 6 trens diariamente

Conforme André, por causa dos protestos, ele tem caminhão parado nas estradas desde a quinta-feira passada (19/02). Ele explica que os maiores riscos de desabastecimento são de diesel e gasolina, que dependem de um transporte mais longínquo. Ele analisa que, se os protestos persistirem por mais seis dias, vai começar a faltar combustível nos postos do município.

O empresário Tiago Coelho, dos postos Lebrão, também disse à reportagem que, por enquanto, tem estoques para trabalhar. Mesmo assim, reconhece as dificuldades para o transporte do combustível em função dos bloqueios. Ele repassa que a situação vai depender da quantidade de dias dos protestos e do comportamento dos consumidores.

Caso haja uma busca acentuada dos consumidores por gasolina e diesel, com medo de um desabastecimento, Tiago acredita que a falta de combustíveis na cidade pode ser antecipada. Aliás, observa que a demanda dos consumidores já aumentou bastante nos últimos dias. Caso os protestos persistam, acrescentou que, a partir desta quinta-feira (26/02), começa a aumentar os riscos de falta de combustíveis.

Mais informações sobre a situação da rodovia BR-163/364 podem ser solicitadas 24h por dia pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU): 0800 065 0163.

Fonte: A Tribuna – Rondonópolis

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