VLT em Cuiabá gera prejuízos


VLT em Cuiabá gera prejuízosA obra inacabada e a incerteza quanto a conclusão da instalação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) são hoje apenas algumas das preocupações dos comerciantes, empresários e moradores das adjacências da Avenida da FEB, principal ligação entre Cuiabá e Várzea Grande. Com os trabalhos parados, as mudanças no trânsito, especialmente, devido à falta de um retorno ao longo dos três quilômetros de pista tem gerado prejuízos imensuráveis aos proprietários dos estabelecimentos comerciais.

Com a construção do VLT, duas importantes rotatórias foram suprimidas da Avenida Feb. Uma delas ficava onde foi construído o viaduto Isabel Campos, entre os bairros Ponte Nova e Manga, e a outra, no acesso à Avenida Vereador Abelardo, no bairro Construmat. Neste último caso, por exemplo, a rotatória possibilitava ao motorista seguir em direção à capital ou ao centro da cidade várzea-grande, independentemente do sentido em que trafegava.

Hoje, essa possibilidade não existe mais. Com isso, o condutor que segue no sentido Zero Quilômetro/Ponte Júlio Muller e deseja retornar para o centro da cidade ou mesmo parar em um estabelecimento localizado às margens da avenida, na direção contrária (Ponte Júlio Muller/Zero), terá que vir até a região do Porto, na capital, para fazer o retorno.

Quem também sair do Aeroporto Marechal Rondon e, no meio do caminho desejar voltar, vai precisar ir até a Ponte Júlio Muller ou subir o Viaduto Orlando Chaves, em direção à capital, e fazer o retorno na rotatória na Avenida Miguel Sutil com a Beira Rio, onde há uma bola de futebol gigante feita na época da Copa. “Até fazer esse trajeto todo o cliente já desistiu de vir até a empresa”, lamentou Thayane Dias, a gerente de uma casa de manutenção de máquinas.

Proprietário de dois empreendimentos localizados na avenida, Antônio Maércio de Jorgi afirma que já perdeu 60% do movimento de clientes. “A situação é cruel. Todos estão quebrando”, disse. “A Avenida da Feb precisa de uma rotatória ou elevado, na altura do antigo Mufatão (entrada do Construmat), que permita a passagem sobre os trilhos, como foi feito em frente ao Aeroporto Marechal Rondon”, acrescentou.

Para encurtar o caminho, motoristas e motociclistas estão fazendo irregularmente a conversão em uma passagem aberta na altura do bairro Construmat. Lá, retiraram os gelos baianos e jogaram terra para nivelar o asfalto com canteiro central. A associação dessa passagem improvisada, com pista estreita e alta velocidade tem resultado em várias colisões.

A Avenida da FEB é predominantemente comercial. Porém, moradores de bairros adjacentes, como o Cristo Rei, Manga, Alameda, Ponte Nova e Construmat também foram extramente prejudicados com as intervenções no trânsito.

Originalmente, além do Viaduto Isabel Campos, também estava prevista a construção de uma trincheira no mesmo local. Porém, houve uma incompatibilidade entre os dois projetos. Por isso, a trincheira não sai do papel e nem sairá.

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria de Cidades, a auditoria que encomendada pelo atual Governo junto à Procuradoria Geral do Estado (PGE) nas obras para a Copa apontará o que poderá ser feito para tentar resolver os problemas na região. O resultado da auditoria, em relação a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi entregue esta semana ao governador Pedro Taques. E, entre outras irregularidades, apontou um “rombo” de R$ 200 milhões.

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