Mais de mil são demitidos em obras da Ferrovia Oeste-Leste, diz sindicato


Henrique Mendes Do G1 BA

Demissões na Valec

Demitidos realizaram protesto em Jequié, no sudoste da Bahia, nesta quinta

Em quatro dias, 1.150 trabalhadores foram demitidos pelos consórcios das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que cruza a Bahia a partir da cidade de Ilhéus e segue até Figueirópolis, no Tocantins (TO). A denúncia de demissão em massa foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav). Ao G1, o governo baiano justifica situação pelo atraso na aprovação orçamentária. A Valec, empresa responsável pela construção, comenta que não há paralisação da construção.

Na Bahia, a Fiol conta com cerca de 5.868 trabalhadores. De acordo com o Sindicato, há ameaças de outros desligamentos nos sete lotes. Operários demitidos caminharam pelas ruas da cidade de Jequié, onde fica o Lote 2, em protesto nesta quinta-feira (19). Na cidade, 700 dos 848 trabalhadores foram demitidos entre segunda (16) e terça-feira (17), informa o presidente do Sintepev, que também é deputado federal pelo PSB-BA, Bebeto Galvão. Ele diz que mais 150 trabalhadores de empresas terceirizadas ao consórcio foram demitidos.

No mesmo período, 300 trabalhadores foram desligados no Lote 1, que fica no município de Ipiaú. Sobre o Lote 7, em Barreiras (BA), Bebeto diz que o consórcio responsável pelas obras anunciou a demissão de todos as 177 pessoas, que devem ser efetivadas até a próxima semana. Além de demissões, o Sintepav relata que, no Lote 5A, em Guanambi (BA), os funcionários estão parados desde 9 de março por falta de pagamentos.

Para o Sintepav, os consórcios responsáveis pelos lotes alegam que estão em “desequilíbrio econômico-financeiro” pela falta ou atraso de pagamentos da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, responsável pelo empreendimento. “A construção da ferrovia [iniciada em 2011] é marcada por interrupções. Quando tudo indicava que teríamos trajetória efetiva, a partir dos licenciamentos dos últimos lotes [em 2014], passamos a enfrentar esses novos problemas. Tratam-se de incertezas e imperícias por parte da Valec”, afirma Galvão.

Procurada pelo G1, a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., responsável pelos repasses aos consórcios, preferiu não comentar as demissões e não confirmou os desligamentos. A empresa pública afirmou que não foi informada sobre paralisação de obras em nenhum dos lotes e que os pagamentos aos consórcios estão sendo regularizados. “Aguarda-se a publicação da Lei Orçamentária Anual e do respectivo decreto de programação financeira/2015, onde serão definidos os limites para empenho e cronograma financeiro de desembolso para o corrente ano”, afirma, em nota, a Valec.

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