Trem-bala japonês bate recorde de velocidade: 590 km/h


Trem-bala japonês

A Central Japan Railway está comemorando: recentemente, a companhia conseguiu fazer o trem-bala de levitação magnética (maglev) L0 atingir a velocidade de 590 km/h em uma via de testes construída na província de Yamanashi. É um recorde!

Com o feito, a companhia superou o recorde que manteve por quase 12 anos: no final de 2003, um trem-bala japonês conseguiu atingir a marca de 581 km/h. Sim, a diferença aqui é pequena (9 km/h), mas superar um recorde é sempre motivo de celebração.

Os japoneses não estão dispostos a esperar mais 12 anos para outra superação, no entanto. Um novo teste deve ser realizado nesta semana e, nele, a Central Japan Railway espera bater a marca de 600 km/h.

Não há segredo aqui, “apenas” tecnologia de ponta. Um trem maglev se baseia nas propriedades repulsivas do magnetismo para se locomover. Bobinas dispostas ao longo do trajeto fazem a composição levitar a uma distância curta do solo. Na sequência, mudanças muito rápidas na polaridade das bobinas orientam o movimento do trem.

Lembra das aulinhas de física em que você grudava dois imãs e, depois de inverter um deles, ambos passavam a se repelir (polos opostos se atraem, polos iguais se repelem)? Esse é o princípio explorado aqui.

Trem-bala japonês

Como não há atrito de rodas com trilhos, o maglev consegue atingir velocidades impressionantes. Os detalhes aerodinâmicos do trem também ajudam, é claro: só o “bico” do trem (o formato diminui o atrito com o ar) tem cerca de 15 metros de extensão.

Se os testes continuarem apresentando resultados satisfatórios, o maglev japonês deve entrar em operação comercial a partir de 2027 ligando Tóquio e Nagoya. Contudo, o trem deve trafegar à velocidade máxima de 500 km/h, o suficiente para que o trajeto, de quase 350 km, seja percorrido em apenas 40 minutos, menos da metade do tempo que é gasto com os trens atuais.

Em uma fase posterior, o L0 deve atuar no trecho entre Tóquio e Osaka (505 km) e ter sua tecnologia comercializada para outros países, começando, provavelmente, pelos Estados Unidos – o país já manifestou interesse pelo assunto.

Com informações: WSJ.com/Tecnoblog

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