Parados há mais de um ano, vagões do VLT de Cuiabá passam por vistoria


Previsão é de que Veículo Leve sobre Trilhos só comece a rodar em 2018.
Vistoria foi feita para verificar as condições dos vagões estacionados.
Do G1 MT

Estacionadas há um ano e três meses no futuro centro de manutenção em Várzea Grande (cidade da região metropolitana de Cuiabá), as composições do metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) passaram por vistoria na tarde desta quarta-feira (22) para averiguar as condições dos 40 vagões.

VLT de Cuiabá2

Vagões do VLT de Cuiabá e Várzea Grande foram vistoriados nesta quarta-feira. (Foto: André Souza / G1)

A vistoria foi realizada por comitivas do governo do estado e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e faz parte da conciliação entre o estado e o consórcio responsável pelas obras – licitadas por R$ 1,47 bilhão e que deveriam ter sido entregues em março de 2014. Hoje, a previsão é de que o modal só comece a funcionar em 2018.

O consórcio mostrou à comitiva como está sendo feita a manutenção dos vagões. Nesse processo, são ligados os aparelhos de ar-condicionado e são testados o sistema de áudio e vídeo e as portas automáticas. Além disso, o trem avança alguns metros no trilho. Esta rotina começou a ser adotada desde que os veículos foram entregues, conforme um plano de manutenção entregue à extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa).

VLT de Cuiabá

Vagões do VLT estão parados sob sol e chuva há um ano e três meses. Obra lançada para a Copa de 2014, modal agora só deve funcionar a partir de 2018. (Foto: André Souza / G1)

No processo de conciliação, o Consórcio VLT solicitou um reequilíbrio financeiro de valores da obra, além do pagamento de parcelas atrasadas. Segundo o governo, apesar do cumprimento da vistoria, o consórcio ainda deve apresentar projetos para a implantação do veículo.

“A nossa parte aqui é fazer um acompanhamento e ouvir o consórcio sobre o que eles tem a nos dizer quem é responsável pela manutenção, como isso tem sido feito, quem está tomando conta dos vagões. Porém, ainda não temos em mãos o plano de execução dessas atividades”, afirmou o secretário adjunto da Secretaria de Estado das Cidades (Secid), Paulo Douglas Sardinha.

De acordo com os engenheiros da empresa que fabricou os veículos, o plano de manutenção tem duração de dois anos. Após o prazo estipulado, o serviço pode ficar mais caro. No entanto, segundo o executivo do consórcio Agenor Marinho, não há como precisar o gasto futuro.

O representante do TCE, André Luiz Souza Ramos, acompanhou a vistoria e teme que o veículo detenha tecnologia defasada. “A preocupação é que, não entrando em funcionamento em breve, os vagões não estejam em perfeito estado, além de não estarem mais atuais”, disse.

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