Linha férrea é alvo de reclamações


População reclama dos buracos e da falta de sinalização das passagens de nível do centro e de Brás Cubas

Cancela ferroviária

Renata José

Os problemas de infraestrutura, segurança e mobilidade são frequentes em Mogi das Cruzes. Uma das principais reclamações feitas pela população está relaciona às passagens de nível de Brás Cubas e do centro da cidade, que, segundo os pedestres, têm buracos e falta sinalização, além do desnível que dificulta a caminhada pelos locais.

Além dos buracos, que causam acidentes, a passagem de Brás Cubas, na rua Valentina Mello Freire Borenstein, é apontada por todos como um perigo para as pessoas que utilizam a via a pé, devido ao trânsito frenético e aos motoristas que não respeitam a sinalização. São motos que passam por locais errados e caminhões que sobem em cima da calçada ao entrar na avenida Anchieta.

O Mogi News esteve no local e presenciou um caminhão subindo a rua Valentina Melo Freire Borenstein, apesar de a placa indicar claramente ser proibido. “Eu já telefonei para a ouvidoria várias vezes, mas ninguém vem atender às reivindicações dos moradores. A situação está muito precária, e as pessoas de mais idade, como eu, precisam tomar muito cuidado por onde andam, para não pisar num buraco ou torcer o pé”, contou a moradora de Brás Cubas, Maria Grigoletto dos Santos.

A situação se repete na rua Cabo Diogo Oliver. Além do desnível da passagem de trem, que dificulta o tráfego de pedestres com locomoção reduzida, o trânsito é desorganizado, com veículos que invadem o espaço destinado aos pedestres. Outro item apontado pelos pedestres é a faixa amarela desgastada e quase inexistente que deveria dividir o espaço dos veículos e dos pedestres.

Apesar das várias reclamações, a Prefeitura de Mogi diz que a manutenção do pavimento em passagens de nível da cidade é feita pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, num trabalho conjunto com a Companhia paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), já que os serviços interferem na circulação dos trens.

Ainda segundo a administração municipal, não existe uma periodicidade fixa para a realização desses trabalhos, que são feitos conforme a necessidade, a partir de demandas apresentadas pela população à pasta.

Mogi News