Grupo Libra inicia transporte ferroviário de contêineres


Previsão é de que, até o fim do ano, operações entre margens sejam feitas pelos trilhos

#TRANSPORTE

Para oferecer maior confiabilidade e reduzir os custos do serviço, o Grupo Libra começou a movimentar contêineres entre as duas margens do Porto de Santos por meio de trens. A meta, até o próximo ano, é utilizar apenas o modal para esse tipo de operação, que hoje corresponde a 15% dos serviços.

Uma parceria com a MRS Logística possibilitou o início destas operações no último mês. Até o momento, já foram movimentadas 50 contêineres provenientes da Libra Logística Terminal, o Terminal do Valongo (Teval), na Margem Direita, até as instalações da Santos Brasil e da Embraport, que ficam na Margem Esquerda, em Guarujá e na Área Continental de Santos, respectivamente.

Dos 3 mil contêineres operados mensalmente no Teval, ao menos 700 têm como destino instalações do outro lado do Estuário. O objetivo do diretor geral do segmento logístico do Grupo, Daniel Brugioni, é de que até o final do próximo ano toda a operação do tipo seja realizada por composições.

Com a novidade, a ideia é reduzir riscos e aumentar a produtividade. “Temos dois novos terminais (Brasil Terminal Portuário e Embraport) em funcionamento no Porto, aumentando a movimentação de cargas. Apesar disso, nossas estradas permanecem as mesmas e com os mesmos problemas”, afirma o diretor.

Brugioni estima que a utilização dos trens possa reduzir em até 12% os custos operacionais que envolvem o transporte de carga entre as margens, além de diminuir a emissão de gases poluentes de caminhões. “É uma escolha que requer planejamento, mas dá confiabilidade ao sistema”.

Crescimento

Atualmente, o Teval opera por mês 2 mil contêineres abaixo da capacidade instalada total. Ao oferecer esse tipo de serviço ao cliente, Daniel Brugioni espera também crescimento nas operações do terminal, que hoje é especializado na movimentação de cargas de projeto (como pás eólicas, por exemplo).

O potencial não explorado, de acordo com o diretor, está nas cargas de importação. A expectativa é de que abocanhar essa fatia do mercado não seja tão fácil quanto se imaginava antes. “Os números mostram que, devido à crise, esse é um setor que mais está sendo prejudicado em Santos”.

Apesar disso, ele mantém a previsão de cenário positivo para o final de 2016, ao querer movimentar entre as margens até 1.500 contêineres por mês. Até lá, a intenção é de que o Teval possa já explorar 80% do modal em todas as operações. Hoje, as composições e os caminhões dividem igualmente (50% cada) a participação.

“O Terminal do Valongo tem o perfil ferroviário e isso é um diferencial entre os que movimentam contêineres na Margem Direita”, diz Brugioni. Hoje, as cargas que chegam por trilhos são provenientes do interior do Estado. Além de commodities conteinerizadas, a celulose também está entre as mercadorias.

A Tribuna

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