Expresso de Trens da CPTM será substituído por serviço Intercidades


#trem

O fato que tomou conta do noticiário sobre mobilidade nesta terça-feira (25) em jornais, com grande repercussão nas redes sociais e fóruns especializados foi o arquivamento de 32 propostas de Parcerias Público Privados, das quais nove estão sob o guarda-chuva da secretaria de Transportes Metropolitanos.

Entre os serviços estão os projetos de trem expresso planejado pela CPTM: Expresso ABC, o Expresso Bandeirantes e o Expresso Jundiaí. De acordo com nota do Governo Estadual, os três projetos citados “foram arquivadas por concorrer com a proposta de Trens Intercidades, que foi aprovada e terá estudos aprofundados”.

Segundo ainda o Governo do Estado, os demais projetos como as linhas 19 e 20 do Metrô não estão excluindo, mas serão revistos, “cuja execução pode ser feita de forma mais eficiente e menos onerosa para o contribuinte”.

A respeito do Trem Intercidades, o projeto foi anunciado ainda na gestão do ex-governador Jose Serra, e ganhou força na gestão do ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, nomeado pelo atual Governador Geraldo Alckmin.

Em 2014, Jurandir disse ao Via Trolebus que empasses entre o Governo Estadual e a prefeitura de Campinas acabaram por atrasar o projeto. “jogamos na lata do lixo 5 anos por fatos como a prefeitura de Campinas que só queria o TAV (Trem bala). Quando Geraldo Alckmin assumiu, a nossa proposta era fazer um trem regional complementar ao TAV. Apareceu um grupo que topou pegar tudo, só que o projeto deles não era o mesmo do nosso.” – disse o ex-secretário. (relembre a entrevista)

Em contato com a CPTM, a companhia disse que o projeto foi apresentada para o Governo Estadual pelas empresas BTG Pactual e EDLP – Estação da Luz Participações, e contempla a construção de infraestrutura, implantação de equipamentos e sistemas e compra de material rodante (trens) para operar uma rede integrada, abrangendo Sorocaba, São Paulo, Baixada Santista, Campinas e Taubaté.

Autor Renato Lobo // Via Trolebus

Obras de transporte em trilhos da CPTM devem ficar prontas até 2022


TU - CPTMO ex-secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, esteve na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) para falar sobre o futuro da rede metro-ferroviária na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). Ele fez palestra durante reunião do Conselho de Economia da ACSP, coordenado pelo economista Roberto Macedo. Foi uma das primeiras aparições públicas de Fernandes desde que ele deixou a Secretaria, em dezembro de 2014.

Na avaliação do palestrante, que comandou a pasta nos períodos 2001-2006 e 2011-2014, as obras na área de transportes têm dois grandes desafios: o financiamento e a execução.

De acordo com Fernandes, o transporte sobre trilhos vai melhorar substancialmente até 2022, data limite – segundo ele – para a finalização de todas as obras em noves linhas que estão em curso atualmente no Metrô e na CPTM. “Se o fluxo financeiro ocorrer normalmente como está ocorrendo, todas as obras estarão prontas até 2022”, afirmou ele.

O ex-secretário usou dados da Pesquisa de Mobilidade 2012, feita pelo Metrô, para falar sobre a relação entre transportes coletivo e individual na RMSP, entre 2007 e 2012. O levantamento aponta, por exemplo, que no período houve crescimentos de 45% no número de passageiros transportados pelo Metrô, 62% pela CPTM, 13% por ônibus, 19% por carros, 44% por motos e 55% por táxis.

Para o ex-secretário, é preciso focar em três pontos fundamentais para o desenvolvimento do transporte público na região: expandir a rede de Metrô, modernizar e expandir a CPTM e implantar corredores de ônibus e VLT.

Ainda de acordo com Jurandir Fernandes, a rede metro-ferroviária da RMSP possui atualmente 11 linhas, 336 km de extensão, 155 estações, 7,4 milhões de passageiros transportados por dia útil e 22 municípios atendidos. Em 2022, com a finalização dessas obras, haveria um acréscimo de: cinco novas linhas, expansão de outras cinco, 129,6 km de extensão, 103 estações, 4 milhões de passageiros transportados por dia útil e duas cidades atendidas. “Esses números são bastante factíveis, mesmo”, disse. Contudo, Fernandes fez a ressalva de que, por outro lado, as previsões dependem em parte dos ajustes econômicos implementados pelo governo federal.

Entre as dificuldades que influenciam o processo de construção de novas linhas e estações, o ex-secretário citou a complexidade na elaboração dos projetos, as licenças ambientais, os impactos sociais e urbanos, a legislação de licitações, interferências e imprevistos, desapropriação e reassentamentos, burocracia para a obtenção de alvarás e, por fim, o gerenciamento de todas as essas partes – cuja dificuldade aumenta muito quando existem nove grandes obras acontecendo simultaneamente. “O Metrô e a CPTM não são empresas construtoras. Elas são operadoras de transporte de massas. O Metrô, por exemplo, é um dos melhores operadores do mundo. Falo isso com boca cheia e com segurança”, garantiu ele.

Sobre as licenças ambientais, Fernandes alertou que elas são responsáveis por atrasar as obras, mas reconheceu sua necessidade: “A licença prévia do monotrilho da linha 17 tinha 66 requisições. Elas são terríveis, difíceis, mas muito importantes. A legislação ambiental brasileira é uma das mais importantes do mundo”.

Uma das críticas mais contundentes do ex-secretário foi à Lei de Licitações, cuja versão atual de 1993 é tida por ele como ultrapassada. “Ela está esclerosada. Estamos perdendo muito chão com essa lei, que não resolveu o que ela queria resolver: acabar com propina, corrupção etc. É hora de pensar como modernizar essa legislação.”

Em relação a desapropriação e reassentamentos, Fernandes lembrou que muitas vezes os donos de imóveis vão à Justiça para obter maior valorização de suas propriedades. Por causa disso – e por questões referentes à lentidão judiciária – o andamento das obras às vezes empacam nessa etapa, à espera de uma definição.

Para financiar obras da rede metro-ferroviária da RMSP, o ex-secretário deu amplo destaque às parcerias público-privadas (PPP). De acordo com ele, como os recursos do Tesouro são insuficientes e, os financiamentos, limitados, sobram as concessões e em especial as PPPs para permitir a execução de todos os projetos. “A PPP combina recursos públicos e privados em ações de interesses para ambos os lados”, defendeu ele.

Redação – Agência IN

Trem intercidades aguarda por aval federal


trem intercidadesO secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, empossado ontem no cargo em substituição a Jurandir Fernandes, afirmou que espera a liberação das faixas de domínio da extinta Rede Ferroviária Federal para poder deslanchar a implantação do trem intercidades, que irá ligar as regiões metropolitanas de Campinas, Vale do Paraíba, São Paulo e Santos. Assim que for autorizada, afirmou, o governo lançará o edital da parceria público-privada (PPP) para que o trem, com velocidade média de 120 quilômetros por hora, possa ligar as quatro regiões.

Matéria relacionada: O Trem como solução para o Estado de São Paulo

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Alckmin anuncia troca na pasta dos Transportes Metropolitanos


Clodoaldo Pelissioni entrará no lugar de Jurandir Fernandes; governador deve anunciar o nome dos novos assessores nos próximos dias

Clodoaldo Pelissioni, o novo secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo

Clodoaldo Pelissioni, o novo secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta terça-feira que nomeará o atual secretário de Logística e Transporte, Clodoaldo Pelissioni, como novo secretário dos Transportes Metropolitanos, responsável pela gerência do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Pelissioni substituirá o atual ocupante da pasta, Jurandir Fernandes. Formado em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas, Clodoaldo também foi superintendente do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) do Estado de São Paulo de janeiro de 2011 a junho de 2014.

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Nova estação Água Branca será polo ferroviário


* Por Renato Lobo | Via Trolebus

Nas últimas décadas algumas estações eram consideradas grandes entrocamentos de linhas ferroviárias, como o caso da Luz, Brás e Barra Funda. Estas paradas além de integrar o sistema metroviário e os trens metropolitanos, chamados antigamente de “trens de subúrbio”, abrigavam os trens regionais com partidas em determinados horários. Porém todo mundo sabe o fim que levou estas ligações intercidades. Nos próximos anos um novo local promete ser o maior polo metroferroviário na cidade de São Paulo: A Estação Água Branca.

Estação_Água_BrancaIntegração com o Metrô

Atualmente a acanhada estação abriga apenas a Linha 7-Rubi da CPTM, que liga a Luz até Jundiaí, passando por Francisco Morato. Em um prazo de até 6 anos um novo ramal metroviário deve chegar ao local: A linha 6-Laranja, que em sua primeira fase deve ligar a Brasilândia até a estação São Joaquim. A linha esta sendo construída por meio de uma Parceria Público Privado (PPP) onde é previsto a operação do trecho até 2020.

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