Apaixonado por ferrovias, idoso vai conhecer 3 continentes sobre trilhos


Na infância, Ademir Souza, de 71 anos, já morou em vagão com a família. Agente conta que já realizou 50 viagens de trem pelo Brasil e exterior.

Ademir Souza também já viajou de trem no Panamá (Foto: Ademir Souza/ Arquivo Pessoal)

Ademir Souza também já viajou de trem no Panamá (Foto: Ademir Souza)

Do G1 Ribeirão e Franca

“Eu sou um apaixonado por trens”, assim se define o agente de viagens Ademir Sebastião Pedro de Souza, que aos 71 anos de idade se prepara para realizar um dos maiores sonhos de sua vida: uma viagem de trem percorrendo três continentes. Serão 40 dias de viagem e o primeiro embarque acontecerá em Toronto, no Canadá.

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Metro-North e o trem que roda em terceiro trilho e catenária


Por Renato Lobo | metro-northVia Trolebus

Em um sistema de transporte sobre trilhos, a alimentação elétrica geralmente é diferenciada por duas tenologias distintas: a alimentação pelo terceiro trilho, a exemplo em parte do Metrô de São Paulo (Linhas 1, 2 e 3), Distrito Federal e Rio de Janeiro.

Existe também a alimentação por rede área, presente na CPTM, Linhas 4 e 5 do Metrô paulistano, além de outros sistemas brasileiros, como Trensurb e CBTU.

metro-northEsta diferença teoricamente impede que as composições que usam o terceiro trilho, trafeguem por ferrovias com rede aérea. Mas, um sistema dos Estado Unidos possuí tecnologia para trafegar pelas duas configurações: o Metro-North, um serviço ferroviário suburbano no estado de Nova Iorque administrado pela Metropolitan Transportation Authority (MTA), uma autoridade pública de transportes.

É considerada a malha ferroviária suburbana mais movimentada do país em termos de número de passageiros mensais. A linha de New Haven possui composições que utilizam tanto o terceiro trilho quanto a catenária. O trecho entre Woodlawn até Pelham com 4,8 km é dotado de terceiro trilho, enquanto a partir de Pelham por um trecho de 93 km, os trens trafegam sob a rede aérea.

Os trens trocam de alimentação em movimento, conforme o vídeo abaixo:

Algumas linhas da malha usam também trens a diesel, como o serviço leste de Hudson. A malha no total possuí 122 estações, cinco linhas que percorrem 620 km de trilhos. O Metro-North iniciou as atividades em 1983.

magens de Peter Ehrlich

Las Vegas estuda estender monotrilho


Renato Lobo | Via Trolebus

Las VegasA quem diga que o sistema de monotrilho de Las Vegas fracassou. Porém, a administração local deu indícios de uma possível nova expansão. De acordo com o site 3 News, o projeto vem de encontro com notícias recentes de crescimento e desenvolvimento em Las Vegas.

A nova extensão seria entre o MGM Grand para Mandalay Bay e, possivelmente, para o Aeroporto Internacional. Um comitê de transporte foi criado para analisar a proposta. No entanto, o projeto já encontra resistência dos taxistas que temem perder passageiros.

Atualmente o monotrilho opera em uma linha de 6,3 quilômetros, operado pela Las Vegas Monorail Company, com 7 estações.

O sistema utiliza nove trens fabricados pela Bombardier com quatro carros cada composição. A capacidade total dos trens é de 80 passageiros sentados e 160 em pé. A velocidade máxima é de 80 km/h, embora essa velocidade só seja alcançada em linha reta.

O último vagão-escola do México sobrevive num cemitério de trens


Vagão-escola.10-jpgUma bola parte para cima de um grupo de meninas que vestiram seus agasalhos como se fossem capas. De repente, uma delas chora e todas saem correndo. Poderia ser o recreio de uma escola qualquer, não fosse pelo fato de que os limites de seu campo de futebol serem os trilhos de trem. E da sala de aula, à qual as crianças retornam depois de meia hora, ser um vagão antigo descarrilado em um desvio. É a última desse tipo que resta no México. A escola ambulante chegou a um município nos arredores da Cidade do México há 22 anos e ali, na estação, o trem completo ficou para sempre. Seus passageiros, também.

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Trem-bala japonês bate recorde de velocidade: 590 km/h


Trem-bala japonês

A Central Japan Railway está comemorando: recentemente, a companhia conseguiu fazer o trem-bala de levitação magnética (maglev) L0 atingir a velocidade de 590 km/h em uma via de testes construída na província de Yamanashi. É um recorde!

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Google vai filmar viagens em linhas férreas portuguesas


Carlos Cipriano | Público.pt

Linhas férreas portuguesas

Depois dos caminhos-de-ferro transalpinos da Suíça, a linha do Douro será a primeira a ser filmada utilizando o conceito de Street View da Google. A viagem nas linhas de Cascais, do Norte e do Oeste também vai ser registada desta forma.

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Como os trilhos de trem são construídos hoje em dia? Surpreenda-se!


Os trens comuns e de alta velocidade já fazem parte do mundo moderno há décadas, e com o passar dos anos novos métodos foram criados para transportar pessoas e cargas pelos trilhos – e até hoje esse é um dos métodos mais seguros de transporte. Apesar de o Brasil não ser um país com grandes linhas ferroviárias, há diversos países que possuem estruturas invejáveis quando falamos em ferrovias (como o Japão, a Alemanha e a França).

As engenharias ferroviárias e metroviárias têm investido em novos meios e recursos para criar linhas de trens de modo mais rápido e eficiente, já que essas não são construções tão simples (ou baratas) de serem feitas. Hoje, vamos falar aqui no TecMundo sobre como é o processo de construção de determinadas linhas ferroviárias em específico e lembrar de outras estruturas icônicas que são referências no mundo todo.

Construindo vias férreas automatizadamente

A Plasser & Theurer é uma empresa austríaca de fabricação de trilhos de trem e manutenção de estradas ferroviárias – talvez um dos nomes mais importantes do segmento e existente em mais de 100 países. Com máquinas capazes de assentar o terreno e proporcionar o melhor nivelamento ao mesmo tempo em que estruturas dos trilhos são corretamente posicionadas, os engenheiros Plasser & Theurer desenvolveram os seus próprios métodos de produção e manutenção de trilhos (que hoje são exportados para todo o mundo).

Plasser

Viagens confortáveis e seguras só são possíveis em trilhos que estejam geometricamente posicionados – e as primeiras máquinas que tornaram esse tipo de produção possível de modo rápido e confiável foram feitas pela Plasser & Theurer.

O princípio de pressão constante de calcamento é utilizado para criar caminhos com máquinas que trabalham em conjunto (como se estivessem em um tipo de linha de produção). Veja o exemplo no vídeo logo abaixo, que traz o complexo de máquinas da RU 800 S em ação: 

A RU 800 S é praticamente uma fábrica móvel de ferrovias com 177 metros de extensão e 650 toneladas, capaz de construir ou renovar trilhos em bem menos do tempo do que antigamente. Para colocar o RU 800 S em funcionamento são necessários 40 funcionários, que operam as máquinas divididas em setores da linha de montagem dos trilhos.

Quando um trem percorre um trilho, enormes quantidades de força são desencadeadas por ele. Por isso, o caminho é composto por trilhos, dormentes (as peças colocadas transversalmente) e balastros (as pedras britadas no chão) em um sistema relativamente elástico que é capaz de se deformar e voltar à posição original logo depois de o trem ter passado.

Ferrovias mais modernas e em menos tempo

A RU 800 S é caracterizada principalmente por limpar e renovar as antigas vias férreas, possibilitando caminhos mais rápidos, seguros e modernos. Os dormentes e o chão de balastro são substituídos pelas máquinas da RU 800 S – e grande parte desse trabalho é feito de modo automático. Duzentos metros de trilho podem ser criados a cada hora, e normalmente dois quilômetros são implantados por dia – depois é preciso reabastecer os materiais da RU 800 S.

Como podemos ver no vídeo, todo o trajeto é criado praticamente do zero através dessas máquinas – porém o modelo utilizado acima é o SVM 1000.

Com o passar do tempo, as vias ficam deterioradas devido à alta tensão dos trens – e os trilhos são prejudicados geometricamente. Isso pode levar à aplicação de restrições de velocidade em alguns trechos, já que o caminho não é mais tão seguro (em casos mais severos, os trilhos devem ser totalmente bloqueados). Para evitar isso, eles devem passar por manutenções em intervalo regulares, o que inclui o nivelamento, o levantamento e o calcamento do percurso.

Como é o processo de manutenção/calcamento?

Construção de Trilhos

Os dentes de calcamento perfuram o balastro debaixo dos dormentes para criar um caminho estável e plano. Esses dentes perfuram o trajeto com as pedras britadas e o compactam com movimentos de compressão. Todos os dentes trabalham com o mesmo grau de pressão e vibram na frequência constante de 35 Hz. A vibração direcional constante e linear combinada com o movimento é capaz de gerar um caminho de balastro homogeneamente compactado.

Shinkansen: em constante evolução

Depois de você conhecer o RU 800 S , vamos às curiosidades sobre duas vias férreas famosas. Quando falamos em ferrovias modernas, não há como não falar no Shinkansen – o sistema de alta velocidade do Japão. As primeiras linhas foram inauguradas em 1964 pelo Japan Railways Group, que está no comando do complexo até hoje. Atualmente, os trilhos somam 2.397 quilômetros de extensão e ligam todo o país.

Os trens do Shinkansen são capazes de atingir mais de 300 quilômetros por hora, e os seus trilhos já passaram por diversas expansões e renovações no decorrer dos anos, modernizando-se conforme o progresso tecnológico. A precisão dos trens-bala do Shinkansen é um dos grandes destaques do sistema (os comboios não costumam atrasar mais do que alguns segundos).

Vários modelos foram criados durantes as décadas do Shinkansen – inicialmente, os trens eram feitos de aço, e não de alumínio, exigindo manutenção constante devido à produção de ferrugem. O sistema também é caracterizado por não contornar obstáculos do caminho, já que as construções dos trilhos são retas para encurtar as viagens, por isso há muitos túneis e viadutos (algo necessário devido ao terreno montanhoso e irregular do Japão).

Plasser

Eurotúnel: os trens submarinos

A Inglaterra e a França são ligadas pelo Eurotúnel, um trajeto submerso (atravessando o Canal da Mancha) de aproximadamente 50 quilômetros e bastante famoso por ser um dos primeiros ícones da engenharia moderna. Localizado entre 40 e 75 metros abaixo do nível do mar, o trajeto entre os dois países ocorre em somente 35 minutos, já que a velocidade média dos trens é de 160 quilômetros por hora.

Depois de anos no papel, o Eurotúnel finalmente foi construído e inaugurado em 1994 – financiado por bancos das duas nações. No todo, mais de 15 bilhões de euros foram necessários para a edificação do túnel. As escavações foram guiadas por tecnologias sísmicas que avaliavam quais eram os terrenos frágeis e firmes do percurso (garantindo que os trilhos fossem posicionados em ambientes seguros). O Eurotúnel é composto por três túneis: dois utilizados para o transporte de carros, caminhões e passageiros, e outro destinado à ventilação.

Plasser

E você, sabe de outras grandes empresas do mundo ferroviário que foram responsáveis por obras importantes? É claro que não listamos aqui todas as linhas ferroviárias modernas que existem hoje, então fique à vontade para compartilhar com a gente nos comentários outros exemplos de estruturas finalizadas ou de construções de trilhos de trem em andamento que são fascinantes.

Fonte(s)Plasser & TheurerAutoEvolution/Tecmundo