Mulheres pobres são as que mais apoiam criação de vagões femininos, mas não são as que mais usam os trens


Mariana Barros | Veja.com

Movimentação de passageiros no Metrô de São Paulo (Foto Tiago Chiaravalloti/Futura Press/VEJA)

Movimentação de passageiros no Metrô de São Paulo (Foto Tiago Chiaravalloti/Futura Press/VEJA)

Você acha boa ideia separar homens e mulheres nas linhas de transporte coletivo para evitar situações de assédio? É essa a melhor maneira de garantir que as mulheres possam viajar tranquilamente nos horários em que os vagões estão superlotados? Um levantamento exclusivo feito pelo Instituto Paraná Pesquisas para o blog Cidades sem Fronteiras revelou que, em São Paulo, o perfil dos apoiadores da medida é composto por mulheres de 25 anos a 34 anos, que estudaram só até o ensino fundamental e pertencem às classes D e E.

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China tem vagão de metrô especial para mulheres que amamentam


Enquanto no Brasil, a discussão atual é em torno da criação do vagão rosa nos metrôs, exclusivo para uso das mulheres, na China, foi implementado um vagão especial para mulheres puérperas que estão amamentando.

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Os trens operam na cidade de Taipei, localizada na Taiwan chinesa. Os criadores afirmam que o vagão exclusivo garantem um ambiente melhor para as mães amamentarem seus bebês em público. Alguns trens de Taiwan já possuem salas reservadas para amamentação.

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Catraca Livre

Entenda como a criação dos vagões femininos pode cair no Enem


foto-tema-redacao-enemProfessora afirma que o assédio às mulheres pode ser tema da redação deste ano

No dia 4 de julho, em São Paulo, foi aprovada a criação dos chamados “vagões rosa” , isto é, vagões dedicados “exclusivamente para o uso de mulheres“. Segundo o deputado “Jorge Caruso (PMDB)“, idealizador do projeto, essa medida é uma maneira de prevenir o assédio às usuárias do metrô e dos trens da CPTM, sobretudo nos horários de pico.

O projeto de Caruso, no entanto, não é novidade no Brasil: o Rio de Janeiro tem vagões exclusivos para as mulheres desde 2006, enquanto o Distrito Federal os instituiu no ano passado. Apesar de não ser um assunto inédito, a dúvida quanto à aprovação ou não desta medida pelo “governador Geraldo Alckmin“ tem dividido opiniões e chamado a atenção da mídia nacionalmente.

Na verdade, nos últimos anos, o assédio a mulher no transporte público foi um assunto recorrente nos jornais, principalmente em 2014, com a descoberta de páginas na internet que incentivavam as “encoxadas” e o debate referente à propaganda do Metrô, que declarava que os vagões lotados eram bons para “xavecar a mulherada”. Por isso, Andrea Lanzara, professora do Cursinho da Poli, de São Paulo, acredita que este possa ser um tema para a redação do Enem deste ano.

“Eu vejo que essa questão pode ser discutida a partir do seguinte recorte: os vagões femininos seriam formas legítimas de direito ou seriam uma forma de segregação dos gêneros? ”, disse.

Deste modo, é importante que o estudante retome o que foi veiculado nos últimos meses sobre o assédio a mulher, lendo não apenas informativos, mas também algumas análises que mostrem preferencialmente lados distintos desta mesma questão. Fazendo isso, o candidato reunirá artifícios para discutir o tópico e formará uma opinião própria, duas capacidades avaliadas e valorizadas na redação do Enem.

Fonte: Universia Brasil

Feminista assumida, Anitta é contra os vagões exclusivos para mulheres


Segundo a cantora, a medida não resolve os problemas de abusos sexuais dentro dos trens e do metrô

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Há oito anos, a lei do vagão feminino foi criada nos trens e no metrô do Rio de Janeiro, com o intuito de proteger as mulheres. Mesmo assim, algumas são contra e preferem usar os vagões mistos. No Na Moral desta quinta, 14, Anitta mostrou que se encaixa perfeitamente neste quadro. Segundo ela, essa não é a maneira correta de resolver os problemas de abusos sexuais: “Socialmente não resolve, porque o homem não vai mudar de opinião.”

Durante o debate sobre feminismo, a cantora contou como fazia na hora de dar um “chega para lá” em homens dentro dos vagões lotados: “Quando tentavam fazer isso (tirar uma casquinha), eu reclamava e as outras pessoas do metrô se mobilizavam. O cara nunca continuou, ele sempre se inibiu porque eu falei e sai de perto, mas sempre tentavam”.

Feminista assumida, Anitta surpreendeu Bial ao dizer que é contra os vagões femininos. “Fui ao trem da Central e as mulheres estão adorando!”, exclamou o apresentador. A cantora, então, explicou: “É porque dá menos trabalho. Mas o que funciona para nós é que eles parem de se aproveitar das mulheres”.

Globo.com

China cria vagão de metrô especial para mulheres que acabaram de se tornar mães


china-vagão mulheresA novidade foi criada com o intuito de proporcionar maior liberdade às mulheres durante a amamentação em público

Enquanto no Brasil, a discussão gira em torno da legitimidade do vagão rosa, exclusivo para mulheres; na China, acaba de ser implementado um vagão especial para mulheres que acabaram de dar à luz um bebê.

Os trens começaram a operar no último dia 31, na cidade de Taipei, localizada na Taiwan chinesa. Como justificativa, os criadores disseram que a novidade visa garantir um ambiente melhor para as mães amamentarem seus bebês em público.

O vagão é uma espécie de extensão das salas reservadas para amamentação que alguns trens de Taiwan já possuem.

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(Foto: Grosby)

Ativistas protestam contra criação de vagão só para mulheres em SP


AtivistasProjeto de lei foi aprovado na Assembleia Legislativa de no dia 4 de julho.
Grupo se reuniram na Praça do Ciclista, na tarde desta sexta-feira (25).

Lívia Machado Do G1 São Paulo

Um grupo de ativistas se reuniram na tarde desta sexta-feira (25), na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, para ato contra a criação de um vagão feminino no transporte público da cidade. Batizado de “Contra o assédio, vagão rosa não é remédio!”, o ato foi convocado pelo Facebook.

Por volta das 19h15, o grupo começou caminhada pela Avenida Paulista, ocupando o sentido Paraíso. Cerca de meia hora depois, o ato foi encerrado dentro da Estação Trianon do Metrô (vídeo acima).

As manifestantes são contrárias ao projeto de lei 175/2013, que determina um vagão exclusivo para mulheres nos trens do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) de São Paulo. Segundo o grupo, a lei representaria uma forma de segregação, que não é a maneira ideal de resolver o problema de assédio sexual em transportes coletivos.

O PL foi aprovado na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo (Alesp) no começo de julho. Se sancionado pelo governador Geraldo Alckmin, obrigará as empresas de transporte urbano a manterem, no mínimo, um vagão em cada composição para uso exclusivo das mulheres em trens e metrôs.

Menores de idade poderão usar o chamado “vagão rosa” se estiverem acompanhados de mulheres. Jorge Caruso (PMDB), autor do projeto, diz que o objetivo é evitar casos de assédio registrados principalmente nos horários de pico.

Vagão só para mulheres gera polêmica


Vagão só para mulheres“Era de manhã, quase sete horas, e já estava chegando a Guaianazes. Eu ia para o trabalho quando um homem encostou-se em mim. Ficou atrás e permaneceu muito perto. Isso me incomodou. Pedi para sair só que ele se negou e só saiu quando chegamos à estação. Me senti ofendida”. O relato da empregada doméstica Valdineia de Sousa, de 43 anos, moradora de Mogi das Cruzes, que usa todos os dias as composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) com destino à Capital, é um dos diversos casos vividos por muitas mulheres em São Paulo. Para evitar novos problemas, um projeto de lei, se sancionado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), pode criar vagões exclusivos para mulheres.

A medida gera discussão até mesmo entre as passageiras. A maior parte, claro, é favorável à proposta. “Eu perguntei a ele ‘o senhor é casado?’. Ele me respondeu ‘sou sim’. Eu disse ‘eu também, então sai de trás de mim, por favor’. Só que ele não saiu, continuou atrás. Na hora, ele alegou que o vagão estava superlotado e não tinha como se mexer. Mas ele tinha sim, só não quis. É desagradável. Tomara que dê certo e que tenhamos um lugar sem homens nos assediando”, opinou. Ela não quis comunicar o caso aos agentes de estação por conta da movimentação e da pressa para ir ao trabalho.

O projeto de lei é do deputado estadual Jorge Caruso (PMDB), aprovado no início deste mês, e depois encaminhado para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) que pode sancionar ou vetar a proposta. O parlamentar acredita que o tucano deva aceitar a medida.

A aposentada Lenice da Silva Oliveira, 64, ressalta que falta educação. “Os homens não estão mais respeitando como antes. É uma saída muito boa para aliviar esses casos de assédio. Eu já vi alguns abusos e creio que falta coragem para as mulheres se posicionarem contra os mandos e desmandos dos homens”, comentou. (Lucas Meloni)

Fonte: O Diário de Mogi das Cruzes