Vale é condenada a pagar R$ 804 milhões por acidentes de trabalho


Foram mais de dois mil acidentes e doze mortos no complexo de Carajás desde o ano 2000, segundo estimativas de juiz que condenou a empresa

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Um funcionário da Vale fazia consertos em uma ferrovia quando foi prensado por um vagão desgovernado que se deslocou em sua direção. Seus órgãos foram esmagados e ele sofreu diversas fraturas na bacia. Desde o acidente em 2004, passou por inúmeras cirurgias, inseriu uma prótese peniana e agora precisa retirar urina com uma sonda a cada 30 minutos.

Como ele, mais de 2 mil funcionários da Vale sofreram acidentes graves no complexo da região do Carajás desde o ano 2000. A alta frequência de casos assim chamou a atenção da Justiça do Trabalho, que condenou a Vale a pagar 804 milhões de reais. A decisão é do juiz Jônatas Andrade, da Segunda Vara Federal do Trabalho no município de Marabá, Pará. Cabe recurso à decisão do magistrado.

Esse complexo é o maior da mineradora, que por sua vez é a maior produtora de minério de ferro do mundo. O ferro retirado do sudeste do Pará é levado pela ferrovia da Vale até o seu porto em São Luís, capital do Maranhão. Foi nesse complexo que cinco trabalhadores contratados diretamente pela empresa morreram e outros 1.018 se acidentaram desde o ano 2000. O juiz também estima que funcionários terceirizados, que prestavam serviços a Vale, teriam sofrido outros 1.362 acidentes, sendo sete deles com vítimas fatais.

O número de acidentes, para o juiz, mostra o “grave descumprimento de normas básicas e elementares de segurança, saúde e medicina do trabalho.” Não se tratariam de casos isolados, como argumenta a empresa em sua defesa que consta na sentença, mas de um processo amplo de desrespeito a normas básicas de segurança. Dois exemplos são a falta de iluminação para atividades durante a madrugada e barreiras entre os funcionários e o mar.

O magistrado afirma ainda que a empresa teria aumentado seus lucros “à custa de lesões de trabalhadores”. Por fim, o juiz alega que a empresa adulterou e suprimiu documentos entregues ao Ministério Público do Trabalho durante a investigação, a chamada “litigância de má-fé”.

Procurada pela reportagem, a Vale disse que não comentaria a decisão e os acidentes antes de ser notificada pela Justiça.

10 milhões: valor “ínfimo”

Em um acidente que poderia ser evitado com medidas simples, na opinião do juiz, Thiago Santos Cardoso foi atropelado por um caminhão da Vale no meio da madrugada . Ali, não havia iluminação além das luzes da escavadeira e do caminhão.

A morte de Cardoso foi a base da primeira ação do MPT do Pará sobre os acidentes no complexo, feita em 2009. Desde então, outros casos foram juntados à investigação. Entre eles está o de Lusivan Pires, funcionário do porto de São Luís. Ele foi içado por um guincho que deveria carregar cargas aos navios, teve o braço arrancado e faleceu na mesma hora.

Diante da quantidade e gravidade de casos, o pedido inicial do Ministério Público do Trabalho, de 10 milhões de reais de indenização, foi então considerado “ínfimo” e “desproporcional” pelo juiz. “A atitude [da Vale] abala o sentimento de dignidade, tendo reflexos na coletividade e causando grandes prejuízos à sociedade,” diz a sentença.

Segundo o magistrado, mesmo com o significativo aumento no valor da ação, a situação econômica da Vale está resguardada. A multa de 804 milhões corresponde a pouco mais de 8% do lucro total da empresa apenas em 2009, ano da ação do MPT, quando a empresa faturou 10 bilhões de reais.

Fonte: Repórter Brasil

Vagões da ALL ocupados por moradores de rua são trocados por modelos abertos


Por Giuliano Bonamim | Jornal Cruzeiro do Sul – Sorocaba

A América Latina Logística (ALL) retirou os vagões usados de abrigo por moradores de rua na região central de Sorocaba. A medida provocou uma melhoria na poluição visual, mas causou a migração dessa população para debaixo do viaduto Jânio Quadros.

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No lugar dos vagões cobertos foram colocados na mesma linha férrea um total de nove carros sem cobertura. Esses exemplares mais parecem sucatas: estão enferrujados, com várias partes deterioradas e resquícios de pedras e carvão no lado interno. Até mesmo os logos pintados de branco da ALL sobre a cor vermelha estão praticamente apagados.

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Prefeitura de Sorocaba estuda ação para retirar vagões


Por Leandro Nogueira | Jornal Cruzeiro do Sul

A fim de obrigar a retirada de vagões em deterioração no limite urbano, a Prefeitura de Sorocaba está disposta a recorrer à Justiça se a concessionária América Latina Logística (ALL) deixar de tomar tal providência. A retirada dos vagões por meio de determinação judicial ocorreu com êxito em Iperó, em 2013, quando a Prefeitura daquela cidade conquistou uma decisão na Justiça. Em Sorocaba, a Secretaria Municipal de Governo e Segurança Comunitária (SEG) informa que a concessionária ALL já foi notificada para retirar os vagões inoperantes. “A Prefeitura espera urgência no cumprimento da notificação. Caso contrário, entrará com pedido de liminar para garantir a remoção dos equipamentos”, divulgou a SEG na semana passada, mas sem informar quando agirá de tal forma. Em Mairinque também há dezenas de vagões velhos estacionados em frente a um bairro residencial, que segundo os moradores, contribuem para a criminalidade.

Vagão abandonadoNa edição da última terça-feira o Cruzeiro do Sul mostrou que em Sorocaba, além da poluição visual e da sensação de insegurança, uma parte dos vagões sem uso está sendo usada como dormitórios por pessoas em situação de rua. A ALL informou que retirará os vagões, mas deixou de informar quando. A concessionária divulga que atende rigorosamente os contratos de concessão e arrendamento e adota medidas de destinação de ativos inservíveis para casos em que não exista possibilidade de manutenção.

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Vagões deteriorados causam preocupação


Por Leandro Nogueira | Jornal Cruzeiro do Sul

Vagão abandonadoAs dezenas de vagões em deterioração parados há meses na região central de Sorocaba causam temor na população e servem de abrigo para pessoas em condições de rua. Eles estão estacionados nas linhas férreas da América Latina Logística (ALL), provocando poluição visual e gerando insegurança, segundo a maioria das pessoas ouvidas pelo Cruzeiro do Sul. Sem informar uma data, a concessionária ALL informa que “em breve serão encaminhados à oficina especializada para recuperação”, mas parece ignorar a situação de parte desses espaços, já que informa realizar rondas preventivas para “evitar invasões, atuações de vândalos e inibir usuários de drogas”.

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Cientistas conseguem explicar fenômeno de vagões que surgiam esmagados do nada


Muitas pessoas pensavam em monstros. Outras, em seres divinos. Mas a justificativa para vagões que se “esmagavam sozinhos” na Sibéria é outra e passa totalmente por motivos científicos. Após estudarem o feito, cientistas finalmente conseguiram explicar o fenômeno que chocava moradores locais.

Vagão destruído

Como nenhum animal seria capaz de destruir os tanques de tal maneira sem ser notado, cientistas perceberam que o mecanismo de limpeza utilizado, somado ao frio extremo do local, eram os fatores que levavam aos esmagamentos.

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MP denuncia viagem clandestina de crianças em trens de carga da Vale


Trem de carga - valePromotoria diz que situação é frequente no Pará e Maranhão.
Empresa diz que faz rondas frequentes para evitar clandestinos.

Do G1 PA

O Ministério Público do Estado do Pará denuncia que crianças e adolescentes viajam de forma irregular pelo Pará ao pegar carona em trens da mineradora Vale. De acordo com a promotoria, a situação dos chamados “meninos do trem” vem sendo combatida desde 2006, mas ainda é muito frequente nos estados do Pará e Maranhão.

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