Estudo destaca demanda por infraestrutura na América do Sul


Construção de ferrovia: Brasil lidera os investimentos em infraestrutura na América Latina

Construção de ferrovia: Brasil lidera os investimentos em infraestrutura na América Latina

São Paulo – Brasil, Chile, Colômbia e Peru oferecem oportunidades de investimento em infraestrutura, com uma demanda calculada conjunta de US$ 129,92 bilhões em projetos administrados até 2017, apontou nesta segunda-feira um estudo do banco Itaú BBA.

As estradas são o principal foco dos investimentos, embora no caso chileno exista também uma abertura no setor aeroportuário, de acordo com a análise detalhada de informações públicas anunciadas pelo mercado e os governos dos quatro países.

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Tribunal reduz indenização da Valec


Valec #noticiaferroviariaA 3ª turma do Tribunal Regional Federal (TRF-1) reduziu de R$ 267 mil para R$ 237 mil a indenização a ser paga pela Valec Engenharia Construções e Ferrovias, a título desapropriação de imóvel em de Alvorada (TO), para a construção da Ferrovia Norte-Sul.
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Ferrovia Norte-Sul pega fogo sozinha no Tocantins.


Dormentes de trecho abandonado em Palmas pegam fogo por combustão na madeira gerada pelo calor emitido pelas pedras britadas

Dormentes pegam fogo com as altas temperaturas

A reportagem da Band flagrou vários dormentes pegando fogo devido ao calor de 40ºC em Palmas, no Tocantins. Em muitos locais faltam diversos suportes de sustentação da linha férrea devido às chamas. A ferrovia tem como base pedras britadas e por causa das altas temperaturas elas aquecem e geram combustão na madeira.

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Concessões injetam apenas 2,5% do previsto para 5 anos


trem_brado_logisticaO governo conta com o interesse de investidores estrangeiros, como chineses, russos e espanhóis, para fazer a linha. Mas só colocará o projeto no mercado se tiver certeza de sucesso.

Dois anos depois de anunciado pela presidente Dilma Rousseff, o Programa de Investimento em Logística (PIL) está absolutamente distante da realidade que prometia entregar. Quando o pacote de concessões foi lançado em 2012, o governo previu a injeção de R$ 79,5 bilhões na economia no prazo de cinco anos, a partir de uma primeira rodada de concessões de estradas e ferrovias.

Levantamento feito pelo Estado com todas as concessionárias vencedoras dos leilões incluídos no PIL aponta que, neste ano, o impulso econômico gerado pelas concessões será de pouco mais de R$ 2 bilhões, o que significa apenas 2,5% do previsto para os cinco anos.

O avanço tímido fica mais evidente se confrontado com o investimento total previsto para o setor de transportes neste ano, englobando desembolsos de estatais como a Valec e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), além do setor privado.

Dados oficiais do governo compilados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam para R$ 33 bilhões. Nessa conta, as concessões terão um efeito marginal, de apenas 6% em 2014.

A frustração econômica não se deve a descumprimentos de compromissos financeiros pelas empresas. Esse resultado, na realidade, está associado a dois fatores: em primeiro lugar, o atraso de um ano no início do programa, que teve de passar por mudanças constantes, desde a revisão das taxas de retorno até as condições de financiamento, e o prazo das concessões. Além disso, faltou habilidade para destravar as concessões dos portos e, principalmente, das ferrovias, a maior fatia do investimento do PIL.

O resultado prático é que, exceto pela concessão de seis lotes rodoviários e dois aeroportos, Confins (MG) e Galeão (RJ), o PIL está praticamente parado. A desconfiança do setor privado deixou encalhada a concessão de 11 mil km de ferrovias, com investimentos previstos de R$ 56 bilhões em cinco anos. Os leilões de portos, que deveriam “desfavelizar” os terminais e movimentar R$ 54 bilhões, esbarraram numa discussão rocambolesca no Tribunal de Contas da União (TCU).

A evolução ficou por conta das rodovias, onde as concessionárias procuram acelerar a execução das obras, mas esse esforço não será suficiente para movimentar a economia neste ano. O mesmo vale para os aeroportos de Galeão e Confins, que só nesta segunda-feira serão entregues aos novos operadores.

Impasse. Nos portos, o processo de arrendamento de áreas públicas chegou há mais de um ano ao TCU e, até agora, não saiu. “Não venham cobrar do governo”, disse o ministro dos Portos, César Borges.

A prometida ligação ferroviária entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO) é mais um exemplo das dificuldades encontradas pelo governo, que enfrenta uma espécie de rebelião do setor privado nacional em relação aos 901 quilômetros desta que é a única malha pronta para ir a leilão.

O edital já foi concluído e aprovado pelo TCU. Mas as empresas brasileiras já avisaram que não vão participar. Elas estimam que a ferrovia custaria R$ 7 bilhões, mas os cálculos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam para R$ 6,3 bilhões. O TCU, porém, refez as contas e fixou a estimativa em R$ 5,3 bilhões.

O governo conta com o interesse de investidores estrangeiros, como chineses, russos e espanhóis, para fazer a linha. Mas só colocará o projeto no mercado se tiver certeza de sucesso.

O impasse em torno do empreendimento não indica desinteresse em ferrovias no Brasil. Pelo contrário. No mês passado, o Ministério dos Transportes deu início a um Processo de Manifestação de Interesse (PMI), para estudos de novas malhas no País. Surgiram nada menos que 81 propostas de 19 empresas. Na sexta-feira, foi divulgada a relação de empresas aprovadas para fazer estudos de cinco trechos de ferrovias.

Na lista dos interessados estão empreiteiras como Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Barbosa Mello e C.R. Almeida. Como os estudos serão elaborados nos próximos seis meses, prazo fixado pelo governo, os leilões – numa previsão otimista – ficarão para o 2.º semestre de 2015.

O Estado de S. Paulo/Revista Ferroviária

Governo acaba com ‘risco Valec’ de ferrovias


ValecAdriana Fernandes e Lu Aiko Otta | Agência Estado

Pressionado por investidores, o governo concordou em montar uma estrutura de garantias mais robusta para os financiamentos de construção de ferrovias, tirando do radar o chamado “risco Valec”. Em vez de transitar pela estatal, os títulos repassados pelo Tesouro como garantia dos empreendimentos serão administrados diretamente por um banco. A instituição financeira funcionará como um agente fiduciário.

A Valec, que é responsável em adquirir toda a capacidade de transporte das ferrovias, terá a titularidade dos R$ 15 bilhões em títulos que o Tesouro aportará para a estatal como garantia, mas a posse e gerenciamento dos papéis caberá à instituição financeira. Será uma espécie de operação de “penhor”, segundo um fonte do governo. Uma operação em que o banco será contratado para cuidar dos títulos dados como garantia está sendo desenhada.

A proposta de estrutura de garantias foi construída pelo Ministério da Fazenda e apresentada a representantes de nomeconstrutoras. A avaliação das empresas é que a solução não é a ideal, mas é a melhor que pode ser encontrada no momento.

As empresas interessadas em construir ferrovias tinham diante de si um grande problema. Os bancos não estavam aceitando, como garantia dos financiamentos, as receitas que elas teriam com a concessão. Esse modelo, chamado project finance, foi usado nas rodovias.

Dúvidas
Mas, no caso das ferrovias, a visão dos bancos é diferente porque, pelo modelo fixado, a receita de operação das concessionárias virá da Valec.E o mercado tem dúvidas se a empresa terá os aportes necessários nos 30 anos de duração do contrato de concessão. Esse é o chamado “risco Valec”.

Nem a decisão do governo de aportar, na Valec, R$ 15 bilhões em títulos do Tesouro foi suficiente para dar segurança às instituições financeiras. Assim, a solução encontrada foi entregar os títulos para serem administrados por um agente fiduciário.

“Esse modelo dá mais robustez às garantias e confiança aos investidores, já que o banco será o responsável em repassar as garantias”, disse a fonte. Isso, porém, não garante que as concessões vão deslanchar. Agora, os dois lados travam uma queda de braço sobre as estimativas de investimento e, por consequência, da rentabilidade da primeira linha a ser leiloada – entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO).

Investimentos
Originalmente, a previsão de investimentos era de R$ 6,3 bilhões, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No fim do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) refez as contas e fixou o valor em R$4,3 bilhões. As construtoras dizem que não foram consultadas pela ANTT sobre o valor. Assim, não podem confiar no montante fixado no edital.

Uma fonte do governo admite que a redução imposta pelo TCU deixa a margem das construtoras “muito justa”. O próprio Ministério dos Transportes argumentou na Corte de contas e, em fevereiro, obteve uma vitória parcial. O TCU decidiu não impor os R4,3bilhões. Deixou o valor para ser definido pelo governo, mas vai analisá-lo depois de decidido. As empresas querem uma estimativa mais elevada de investimento, pois isso lhes dá uma margem mais confortável para operar, além de garantir maior rentabilidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Projeto da Transnordestina ganha aditivo de R$ 1,2 bilhões


Transnordestina-obrasO Ministério da Fazenda aprovou pedido da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) de contratação de um aditivo de R$ 1,2 bilhão do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para o projeto de construção da ferrovia Transnordestina.

A suplementação de recursos se dará mediante a emissão de debêntures, conforme despacho assinado pelo ministro interino da Fazenda, Paulo Caffarelli, e publicado no Diário Oficial da União.

O projeto da Transnordestina Logística S/A liga o município de Eliseu Martins (PI) e áreas dos Estados de Pernambuco e Piauí aos Portos de Suape (PE) e Pecém (CE).

Ao todo, serão 2.304 quilômetros de ferrovia passando por 81 municípios, sendo 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco. O foco do projeto é o transporte de carga de grãos, minérios, combustíveis e insumos agrícolas.

Segundo informações da Sudene, a ferrovia conta com investimentos totais de R$ 5,3 bilhões, com participação de R$ 2,6 bilhões do FNDE, ou seja, 50% do empreendimento. A Sudene já liberou recursos de R$ 1,4 bilhão, o equivalente a 56% dos recursos alocados ao projeto.

Fonte: Estadão Conteúdo